clacla que a driri ama muito

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

carta de despedida.

desde sempre partilhá-mos tudo. desde sempre que eramos amigas. desde sempre que nos ajudámos uma à outra. mas do nada tudo se perdeu, porquê?
a nossa cumplicidade, a nossa amizade, não só como amigas mas como familiares. em tantos anos, nunca me lembro de me maguares tanto como naquele dia. eu também te posso ter maguado ao dizer certas coisas, acredito. mas era necessário isto? eu acho que não ... eu sei que vais ler isto, mais tarde ou mais cedo. e imeditamente vais pereceber que o que eu estou a escrever é para ti, mas é essa a minha intenção. talvez não seija para voltar a tentar fazer as pazes, porque já tentei uma, duas, três vezes... e todas elas foram em vão! nada de valeu tomar a chamada iniciada porque tão depressa se a tem, como tão depressa de nada vale como lágrimas que me caem do olho.
quero que vejas isto como uma "carta de despedida" mas não com o objectivo de um adeus, mas sim com o objectivo de um até já. agora que te vais embora, sei que tudo acabou entre nós, o que nos resta são poucos dias de verão e que nem eles nos valem, porque tudo o que construimos até hoje partiu e não voltou a nascer algo nem parecido. talvez sejamos como as torres gémeas, parecidas em tudo, partilhávamos tudo um dia destruiram-se e nunca mais se voltaram a reconstruir... porque tudo o que tinham construido já estava superior a tudo, e para voltar a fazê-lo significa começar do 0 e o que conseguimos em quase 15 anos, não se vai voltar a fazer nuns dias que restam de férias. sinto a tua falta, nunca irei negar a verdade, mas começo a habituar-me à tua ausência, com pena minha, mas de qualquer das maneiras é melhor assim, de qualquer das maneiras tinha-me de me comecar a habituar.

um adeus temporário, um até já, espero eu próximo com um carinho que quero que fique sempre no teu coração: amo-te ...

(se quiseres mostrar o texto a alguém, não mandes o blog, por favor.)

cláudia pires,

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